“Temos um quadro bastante sério com um aumento brusco na concentração de CO2 e CH4 num período muito curto que é de 150 a 200 anos, o que implicaria intensificação do efeito estufa e como conseqüência as mudanças do clima”, acrescenta o glaciólogo.
As geleiras e mantos de gelo são constituídos pela neve que se acumulou e acumula-se na forma de camadas horizontais. Ao analisar o gelo é possível detectar a atividade vulcânica, fontes terrestres de poeira, extensão do mar congelado, atividade biológica terrestre e marinha, além da poluição global de oxidação da atmosfera.
Jefferson Simões diz que apesar de algumas empresas se preocuparem com a diminuição da agressão ao meio ambiente, principalmente por notarem que existe um retorno econômico, muitas indústrias só fazem isso simplesmente por propaganda e para seguir uma tendência do mercado. Simões critica os ´jargões´ usados pelas indústrias como geração zero de carbono plantando árvores. Para ele isso é uma especulação que foi criada pelo mercado de carbono.
“Se todos nós fôssemos plantar árvores para cada ação aqui no planeta não teria muito espaço para vivermos”.
Apesar disso o glaciólogo não culpa somente as indústrias como poluidores globais. Ele explica que a questão da poluição local e regional, no que acontece no centro urbano na megalópole como São Paulo, onde o grande número de indústrias vai mudar a composição química fazendo com que ocorra ilhas urbanas de calor, não pode ser confundido com os processos globais que é uma média para o planeta todo.
“A indústria tem sua parcela de interferência por meio da poluição no meio ambiente, mas fica muito fácil apontá-las como principal responsável, na verdade a responsabilidade é do nosso modelo econômico de maciço consumo de energia para atender o padrão de vida de só um terço da população do planeta”.
Ouça a entrevista na íntegra com o glaciólogo e professor do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da UFRGS, Jefferson Simões
Caroline Cury
Ecoando l Brasil
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