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sábado, 16 de janeiro de 2010

Casa carbono zero




Um novo projeto da primeira casa que atende a padrões de conservação ambiental a serem impostos no Reino Unido até 2016 está sendo apresentado nesta segunda-feira,em Watford, próximo a Londres, na feira Offsite. A casa de dois dormitórios, projetada pela empresa Kingspan Off-site, tem um revestimento que faz com que ela perca 65% menos de calor do que uma casa comum. A perda de calor é uma característica importante para moradias em países fora da zona tropical, onde a calefação é amplamente utilizada no inverno. Painéis solares, aquecedor a biomassa e mecanismos para uso eficaz de água - inclusive com a coleta de água da chuva -estão entre as características da casa. O ministro das Finanças do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou em seu orçamento, apresentado em março passado, que casas de carbono zero ficarão isentas do imposto sobre a transferência de imóveis. Aquecedores a biomassa funcionam com combustíveis orgânicos como bolinhas de madeira e são classificados como "zero" em emissão de gases do efeito estufa porque a quantidade de dióxido de carbono que expelem quando em funcionamento é compensada pela quantidade absorvida quando o cultivo que deu origem ao seu combustível foi desenvolvido. A casa tem ainda um sistema de separação de lixo que permite que material combustível seja queimado para contribuir para o fornecimento de energia doméstica. A quantidade de energia tem um medidor inteligente para que os moradores saibam o quanto estão desperdiçando. O conceito do cidadão "carbono zero" é "carbono zero compensar as emissões decorrentes do seu estilo de vida por meio de ações que retiram gases de efeito estufa da atmosfera.

Jussara Cunha


www.bbbc.co.uk

JuCunha

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Prédio ambientalmente correto divulga dados de seu consumo de energia.


Apesar de várias empresas anunciarem a criação de prédios que utilizam a energia solar, até o momento esses lançamentos são mais mercadológicos do que exemplos substantivos de eficiência energética. Na maioria das vezes, há muita divulgação dos "prédios ecologicamente corretos", mas pouca informação sobre captação e consumo reais de energia.
Agora o instituto de pesquisas norte-americano Woods Hole Research Center, especializado na área ambiental, lançou um novo projeto que permite justamente o acompanhamento público da eficiência energética de um "prédio verde". A iniciativa deverá auxiliar arquitetos e engenheiros do mundo todo em seus próprios projetos.
A nova sede do Instituto, inaugurada há um ano, incorpora uma série de estratégias alternativas de captação de energia. Para que a eficiência dessas energias alternativas possa ser mensurada e servir como base de comparação para outros edifícios, a entidade passou a disponibilizar em seu site todas as informações relativas ao consumo e distribuição dessa energia alternativa. Além das informações de monitoramento, o site disponibiliza também documentos sobre o projeto e a distribuição da energia.
Os dados são coletados em tempo real por cerca de 70 diferentes sensores, que medem fluxo da eletricidade, calor e fluidos (ar e água) entrando e saindo do prédio, assim como as condições ambientais locais.
"A Engenharia é, por natureza, muito conservadora - e se puder haver grandes ganhos no projeto eficiente e na especificação de sistemas mecânicos para sustentar o projeto e a criação de prédios realmente eficientes, a comunidade de engenharia necessita de dados de desempenho reais para fundamentar seus esforços. A face pública do nosso sistema de monitoramento é projetado para encorajar qualquer um para vir e explorar como a energia flui através de um prédio de projeto avançado como o nosso," afirmou Joe Hackler, pesquisador do Instituto.
Dados do primeiro ano de operação mostram que o prédio consumiu 89.669 kWh anuais, dos quais 30.469 kWh foram gerados por painéis fotovoltaicos.